Resumo dos trabalhos:
I - Detecção precoce do câncer do cólo uterino: Motivos que levam as mulheres à não realização do exame ginecológico
II - Mulheres vítimas de violência doméstica: Sofrimento, adoecimento e sobrevivência
III - Prostituição de mulheres: A interface com a atenção primária de saúde
IV - Emprego do questionário CAGE para detecção de mulheres alccolistas no Jordão distrito de Sobral-CE
V - Com a palavra os adolescentes: A percepção de um grupo de jovens sobre as drogas
VI - Conhecimento e comportamento de adoslecentes do sexo feminino em relação ao HIV/AIDS
VII - Gravidez a adolescência: Causas e conseqüências decorentes das gestantes da Unidade de Saúde da Família do bairro da Santa Casa em Sobral-CE
VIII - Fatores sócio-culturais que influenciam na prevenção e tratamento das infecções respiratórias agudas (IRA) em crianças de 0 a 5 anos em Jaibaras, Sobral-CE
I - Detecção precoce do câncer do cólo uterino: Motivos que levam as mulheres à não realização do exame ginecológico
Autores: Alba Portela de Almeida Pontes, Cibelly Aliny Siqueira Lima, José Ronaldo Vasconcelos Graça, Eroteíde Leite de Pinho
RESUMO
Sabendo que o câncer uterino é uma doença de evolução lenta e progressiva e que permite, diante de um diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cura, o presente estudo objetivou investigar os motivos que levam as mulheres à não realizarem o exame ginecológico, bem como as dificuldades para realização deste. Desenvolvemos uma pesquisa exploratória-descritiva e abordagem quantitativa, com 60 mulheres que buscaram o serviço, para realizar algum tipo de atendimento que não fosse o exame de prevenção para o câncer de colo uterino, realizado no período de julho a setembro/2001, através de uma entrevista estruturada. Os achados revelaram que as mulheres entrevistadas não têm noção da importância da realização do exame, bem como as implicações disso na sua vida cotidiana. Constatamos que dentre as dificuldades dessas mulheres em não realizar o exame, estavam o medo, a vergonha e a indisponibilidade. Consideramos que é preciso aprofundar e ampliar a reflexão acerca da temática estudada, tendo como perspectiva a qualidade de vida da população.
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II - Mulheres vítimas de violência doméstica: Sofrimento, adoecimento e sobrevivência
Autores: Francisca Júlia dos Santos Sousa
RESUMO
Estudo descritivo com abordagem qualitativa, tendo como objetivo averiguar em que medida os principais problemas de saúde das mulheres vítimas de violência doméstica, atendidas no Programa Saúde em Família do Padre Palhano, estão relacionados com sua situação de violada. Participaram do estudo 10 mulheres, respondendo a uma entrevista semi-estruturada no período de maio a setembro de 2001. Os resultados foram organizados a partir de temáticas e categorias de análise e evidenciaram que: muitas mulheres que procuravam a unidade de saúde para consulta de problemas crônicos eram na realidade vítimas de violência domestica; os profissionais de saúde não conseguiam perceber a situação de violência, ajudando a cronificar o problema; algumas não conseguiam correlacionar os problemas de saúde com a situação de violência vivida no dia-a-dia; a percepção das mulheres sobre violência dizia respeito apenas às agressões física. As ameaças, os insultos, as situações de infidelidade eram desconsideradas. Concluímos que as situações de privação, tanto econômicas quanto de escolaridade, são fundamentais para essas mulheres não vislumbrarem novos horizontes e não enxergarem saídas para romper o silêncio que permeia a violência doméstica e buscar alternativas viáveis para quebrar o ciclo da violência.
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III - Prostituição de mulheres: A interface com a atenção primária de saúde
Autores: Juliana Solon Furtado
RESUMO
Desenvolver estratégias de articulação entre profissionais do sexo do bairro do Junco -Sobral-Ce com a equipe do Programa Saúde da família, com intuito de melhorar a assistência à saúde dessas mulheres que sobrevivem da prostituição no bairro foi nosso objetivo principal. Mulheres que trabalham com a venda do corpo (profissionais do sexo) do bairro do Junco que atuam em um prostíbulo que fica nas proximidades da unidade de saúde compuseram nosso universo. A coleta das informações aconteceu mais precisamente nos meses de abril e maio de 2001 e constitui-se de 05 momentos diferenciados. Identificamos a existência de uma grande lacuna entre esse grupo de mulheres e os serviços de saúde, lacuna que vai de encontro com os princípios do Sistema Único de Saúde - SUS. Mulheres que tem estilos de vida diferenciados não conseguem atenção adequada nesses serviços, já que os mesmos estão rigidamente organizados para o atendimento do geral e do comum. As informações são contundentes na medida que evidenciam a impossibilidade de acesso do grupo aos serviços, devido a incompatibilidade da organização do serviço com os horários viáveis para o grupo de mulheres que sobrevivem da prostituição. Ou seja, os serviços de saúde em Sobral, se organizam para atender mulheres que não sobrevivem da prostituição, o que poderia ser considerado normal, já que a maioria das mulheres que freqüentam os serviços de saúde possuem um estilo de vida completamente diferente do que o grupo estuda. Mas ficou demostrado a necessidade de o serviço também se organizar para atender a grupos de mulheres que fazem parte da população daquele bairro e que sobrevivem da venda do corpo e que por esse motivo necessitam de um olhar diferenciado dos profissionais de saúde. Várias são as necessidades de atendimento à saúde demostrada pelo grupo, estas estão diretamente relacionadas ao tipo de vida que essas mulheres levam. É preciso que tenhamos compromisso de fazer a "diferença". Nessa perspectiva, tratar diferentes, indo ao encontro da equidade em saúde, um dos princípios do SUS que efetiva como um espaço aberto a todo cidadão.
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IV - Emprego do questionário CAGE para detecção de mulheres alccolistas no Jordão distrito de Sobral-CE
Autores: Margarida Maria do Nascimento, Maristela Inês Osawa Chagas e José Ronaldo Vasconcelos da Graça
RESUMO
O alccolismo é uma doença que pode ter cura, desta forma quando os indivíduos não estão vivenciando os sintomas da dependência são considerados portadores de uma predisposição ao alcoolismo (Andrade, Apud Lima, 1999). Este trabalho objetivou investigar a prevalência de mulheres álcoolistas no distrito de Jordão Sobral-Ce. Constitui um estudo de natureza exploratório-descritiva com abordagem quantitativa, personalizado em procedimento comparativo. Para detecção de alcoolismo na amostra seleciona, aplicamos o questionário CAGE (Cut Down, Annoyed by criticism, Guilty e Eye-opener). Masur e Monteiro (1983) encontraram uma sensibilidade de 88% e uma especificidade 83% na detecção de alcoolistas, quando duas ou mais, das quatro perguntas formuladas, forem afirmativas. Pesquisamos 560 mulheres entre 19-59 anos. Um total de 291 não fazia uso de bebidas alcoólicas e 130 já usaram ou usam esta droga. As 139 restantes excluídas por preenchimento incorreto das respostas, ausência do domicílio no dia da pesquisa e retirada do consentimento. Os resultados apontam um alto índice de mulheres alcoolistas nessa localidade.
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V - Com a palavra os adolescentes: A percepção de um grupo de jovens sobre
as drogas
Autores: Maria Cândido Loiola, Cibelly Aliny Siqueira Lima, Eliany Nazaré Oliveira e José Ronaldo Vasconcelos da Graça
RESUMO
Desenvolvemos um estudo com o objetivo de analisar o conhecimento de um grupo de adolescentes sobre o uso drogas, bem como identificar o conceito de drogas para estes adolescentes, drogas conhecidas por eles e principais males causados pelas drogas. O estudo é de natureza exploratória-descritiva e abordagem qualitativa, sendo constituído por 25 adolescentes matriculados na Escola de Ensino Fundamental e Médio Cesário Barreto Lima localizada no distrito de Taperuaba-Ce, realizado nos mês de outubro de 2001. Os dados foram coletados através de um questionário, contendo questões referentes a identificação dos adolescentes do estudo, bem como informações sobre vários aspectos que envolvem a temática drogas. Os achados evidenciaram que os adolescentes do estudo estão na faixa etária entre 13 e 19 anos, sendo 12 do sexo masculino e os demais feminino, nenhum deles tem vida conjugal e, alguns, além de estudarem, realizam atividade remunerada. Constatamos que os adolescentes têm uma noção geral do conceito de drogas e relacionam o uso abusivo durante a fase da adolescência, pelas várias características e situações que norteiam o adolescente, como, por exemplo, sua relação familiar e social. O grupo estudado cita as principais, dentre elas maconha, cocaína, crack, o álcool, o fumo, as medicações, entre outras. Notamos que os sujeitos do estudo estão conscientes dos malefícios causados pelas drogas, entre eles, a morte, mito mencionado por eles.
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VI - Conhecimento e comportamento de adoslecentes do sexo feminino em relação ao HIV/AIDS
Autores: Maria Viana Albuquerque Costa e Maristela Inês Osawa Chagas
RESUMO
As tendências no perfil da epidemia da AIDS no Brasil indicam um padrão de crescimento acelerado entre mulheres, jovens e pobres, traduzido como feminização, juvenescimento e pauperização. Intentou-se investigar o conhecimento de adolescentes do sexo feminino sobre a AIDS e os riscos de contaminação pelo vírus HIV a que essas jovens estão expostas. Foram entrevistadas 71 jovens matriculadas na 8ª série do ensino fundamental e nas 1ª e 2ª séries do ensino médio por meio de um formulário contendo questões referentes a dados sociodemográficos e conhecimentos sobre Aids e comportamentos sexuais. Embora a maioria das entrevistadas não tenha vida sexual ativa ficou demonstrado que estas jovens possuem algum conhecimento sobre HIV e práticas sexuais seguras apesar das informações superficiais e incompletas. As estratégias de orientação e prevenção para HIV e Aids devem levar em consideração que é necessário criar espaços nos quais se possibilitem discussão e reflexão que facilitem a clarificação de crenças e concepções que ainda fazem parte do imaginário social desse segmento sobre a Aids.
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VII - Gravidez a adolescência: Causas e conseqüências decorentes das gestantes da Unidade de Saúde da Família do bairro da Santa Casa em Sobral-CE
Autores: Diocleide Lima Ferreira e Francisca Otacília Paiva Vasconcelos
RESUMO
Baseada na participação da enfermeira do Programa de Saúde da Família (PSF) este trabalho foi preparado tendo por objetivo identificar alguns problemas de natureza biológica e social enfrentados por adolescentes grávidas do bairro da Santa Casa em Sobral. Esta pesquisa quantiqualitativa foi realizada no PSF do bairro da Santa Casa com 50 (cinqüenta) adolescentes grávidas. Os dados foram coletados através de um questionário com perguntas abertas e fechadas, como também um estudo bibliográfico como apoio teórico para questões que foram se criando no decorrer do trabalho de pesquisa.
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VIII - Fatores sócio-culturais que influenciam na prevenção e tratamento das infecções respiratórias agudas (IRA) em crianças de 0 a 5 anos em Jaibaras, Sobral-CE
Autores: Francisco Freitas Gurgel Júnior
RESUMO
As infecções respiratórias agudas (IRA) representam o principal motivo de consulta pe-
diátrica nos serviços de saúde no Brasil e na área de abrangência em estudo é o problema mais prevalente em crianças na faixa etária de 0 a 5 anos de idade. Este estudo, teve como objetivo analisar as interfaces (fatores sócio culturais) que influenciam na prevenção e tratamento das IRA e identificar os conhecimentos e práticas de cuidados utilizados pelas mães de crianças de 0 - 5 anos de idade com episódios desta doença. Trata-se de uma investigação de natureza exploratório-descritiva com abordagem quali-quantitativa, onde analisamos ainda os fatores influenciadores na aquisição conhecimentos e práticas maternas. O estudo foi desenvolvido, através de aplicação de formulário com 40 mães do distrito de Jaibaras, no município de Sobral - CE, vinculadas às equipes do Programa Saúde da Família (PSF) local, durante a interconsulta de enfermagem à criança, segundo protocolos da Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI), bem como, por ocasião de visita domiciliar, onde conhecemos o ambiente em que estas mães e crianças estavam inseridas. Depreendemos que os cuidados dispensados pelas mães aos filhos na prevenção da IRA, eram na sua maioria baseados em conhecimentos e práticas utilizadas e transmitidas pelos familiares. Com relação às práticas e cuidados no tratamento das IRA, observamos que as mães possuíam uma certa noção das causas e complicações que poderiam advir episódios de IRA. Acrescentamos a isto a correta orientação recebida pelas mães no momento de interconsulta de enfermagem no que diz respeito aos cuidados da criança com IRA. Sugerimos, portanto, que o profissional de enfermagem esteja atento a estas questões, voltando sua atenção e ações educativas preventivas para a criança com IRA, resguardando, contudo, crenças e valores inerentes à família.
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